Nozyelck, O Bardo
Em um antigo vilarejo, nascia um menino que viu aos cinco anos de idade a própria família morrer nas mãos de mercenários. Seu pai por dividas de jogo e vícios acabou pagando com a própria vida.
O jovem que não sabia ainda o sentido da existência e que gostava de brincadeiras nas tardes de verão, tinha acabado de ver o fio da vida sendo cortado bem na sua frente.
Mas o que fazer diante desta situação? Não entendo o porquê meu pai esta sendo retalhado, pensou o jovem. Então eis que aparece o chefe daquela sangrenta gangue. “Não precisamos desse menino, deixo-o”.
E assim surge este personagem, mais um dentro de muitos abatidos pela injustiça. Mesmo presenciando aquela terrível cena, sua personalidade em relação às coisas boas do mundo deixou de existir. Seu passado não demonstra o quanto ele pode ser retraído, mas seu sorriso sempre estampado no rosto esconde todo um passado.
Deste modo a música entra para se tornar ferramenta básica para acalmar as lembranças repentinas que atormentam as noites do nosso jovem Nozyelck que entre conversas e outras aprendeu sobre muitos assuntos e coisas da vida, através do conhecimento empírico de todos que pela frente encontrava. Deixando de lado aquele momento triste, começou um novo caminho. O caminho da arte e aventuras.
Em meio à solidão e noites em claro, pensando na vida, eis que nasce o ensejo de seguir em frente, deixando de lado tudo que um dia lhe afligiu. “Não quero passar a vida inteiro só ao lado do sol ou da lua nos meus dias de serenidade, quero mais que isso, ser parte de algo”. Pensa o jovem Nozyelck cheio de anseio de seguir em frente.